sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Pré-eclâmpsia - Por Priscylla Silva



     Pré-eclâmpsia é o surgimento da hipertensão após a 20ª semana de gravidez associado a perda de proteínas na urina (proteinúria). Normalmente instala-se no terceiro trimestre de gravidez e é curada após o parto.
     A pré-esclâmpsia pode ocorrer devido a problemas no desenvolvimento dos vasos da placenta durante sua implantação no útero no inicio da gravidez. Enquanto a gravidez se desenvolve e a placenta cresce,
a falta de uma vascularização perfeita leva a uma baixa perfusão de sangue, podendo causar uma isquemia placentária. A placenta em sofrimento por falta de circulação adequada produz uma série de substância que ao caírem na circulação sanguínea materna causa descontrole da pressão arterial e lesão nos rins.
     Uma manifestação de lesão renal devido a pressão alta é a presença de proteína na urina, conhecida como proteinúria. Essas proteínas podem ser detectadas através de um exame de urina simples. Quando há pouca proteína sendo excretada, não há sintomas. Porém, quando há muita, a urina é excretada com um grande volume de espuma. Em casos de lesão renal grave, pode haver a necessidade de hemodiálise.
     A pré-eclâmpsia ocorre em uma pequena porcentagem de grávidas (entre 5% e 10% das gestações, sendo que 25% são a forma grave). Alguns dos fatores de risco são:

-> gestação múltipla: em uma gestação com mais de um bebê existem duas placentas (no caso de bizigóticos) ou uma placenta maior que a normal (no caso de monozigóticos), o que pode contribuir para a má vascularização dela

-> histórico familiar de pré-eclâmpsia ou pré-eclâmpsia em uma gestação anterior

-> mulheres já hipertensas antes da gravidez (hipertensão crônica)

-> gravidez em mulheres com mais de 40 anos ou menos de 18 anos.

     Pesquisadores da universidade de Helsinki (Finlândia), descobriram que a pré-eclâmpsia pode afetar negativamente as habilidades de pensamento, raciocínio e aprendizado do bebê ao longo de toda a sua vida. Foram feitos estudos com 398 homens quando eles tinham 20 anos e depois com quase 70 anos.Os estudos envolveram testes de linguagem, de matemática, de noções espaciais e visuais e registros das mães dos participantes durante a gravidez.

     Os resultados mostraram que os homens no qual as mães tiveram hipertensão na gravidez apresentaram menores notas nos testes cognitivos em ambas as faixas etárias se comparados aos outros.
     Os pesquisadores acreditam que problemas de cognição podem ter origem no período pré-natal, quando é dada a maior parte do desenvolvimento cerebral do indivíduo.
     Outros riscos para para o bebê envolve o descolamento prematuro da placenta, baixo crescimento do bebê, desenvolvimento intrauterino e nascimento prematuro.

     O tratamento definitivo é a indução do parto, mas nem sempre ela pode ocorrer sem prejuízos para o feto. Entretanto, a não interrupção da gravidez pode levar a serias consequências para a mãe. A decisão de se induzir o parto (ou não) deve levar em conta a idade gestacional, a gravidade  da pré-eclâmpsia e as condições de saúde da mãe e do feto.


 Eclâmpsia:

     Eclâmpsia é o grau mais grave de hipertensão na gravidez e é caracterizada pela presença de uma ou mais crises convulsivas em uma grávida com pré-eclâmpsia ja estabelecida. Uma doença não é evolução da outra; a eclâmpsia é apenas uma manifestação mais grave da pré-eclâmpsia. A maioria das grávidas com pré-eclâmpsia grave não irá apresentar eclâmpsia.
    
 Até 30% das convulsões ocorrem na hora do parto ou até 48 horas depois do nascimento do bebê. As crises duram em média 1 minuto e são precedidas normalmente por dor de cabeça, alterações visuais ou dores abdominais intensas, podendo haver também sangramento vaginal.
     O tratamento pós-parto é feito com sulfato de magnésio.O sulfato é um fármaco com potencial analgésico e sedativo que pode ser usado como coadjuvante durante a anestesia geral diminuindo a resposta pressórica à intubação traqueal e diminuindo a necessidade de anestésicos.


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Como prevenir a hipertensão? - Por Nathália Rocha




Boa noite, pessoal!!! Hoje falaremos em nosso blog sobre como prevenir a hipertensão, que é nos dias atuais uma das doenças responsáveis pelo maior número de mortes no mundo, pois da origem a várias outras doenças.
A hipertensão é, na maioria dos casos, uma doença herdada geneticamente, mas há também fatores que podem desenvolvê-la. Ela pode ser causada por alguma doença relacionada, na minoria dos casos, ou pode ser gerada a partir de hábitos alimentares inadequados, como o consumo exagerado de sal e da bebida alcoólica. Por outro lado, há medidas e hábitos que podem gerar mudanças e, assim, proteger o organismo da doença. Tais hábitos podem impedir que a doença se desenvolva até mesmo nos indivíduos que a possuem geneticamente.
Abaixo estão algumas medidas que podem ser tomadas para a prevenção da hipertensão.

Controle de peso: é importante a manutenção do índice de massa corporal, evitando constantes mudanças de peso. Em casos em que o peso está inadequado, a perca de 5% a 10% do peso inicial já é responsável pela diminuição da pressão arterial, além de diminuir o risco de outras doenças. O acúmulo de gordura na região abdominal do corpo duplica os riscos da hipertensão, diabetes e infarto, segundo pesquisa do Instituto de Nutrição da UFRJ.
Cada pessoa tem suas particularidades, por isso cada uma deve ser acompanhada individualmente por um nutricionista, buscando a adequação alimentar necessária à prevenção da doença. A atividade física diária deve estar associada às mudanças alimentares. O uso de remédios emagrecedores pode causar complicações cardiovasculares, logo não é recomendado.



Prática de exercício físico: como foi dito acima, o exercício físico praticado regularmente reduz a pressão arterial, além de ajudar na perca e na manutenção do peso. Exercícios aeróbicos melhoram os sistemas circulatório e pulmonar. Dentre esses exercícios, a caminhada é apontada como uma das apostas para afastar o perigo da hipertensão, pois reduz a pressão arterial na primeira hora e mantém essa redução durante as 24 horas seguintes, de acordo com uma pesquisa da FMRP, da USP.

Aumento da ingestão de potássio: o potássio poder ter ação anti-hipertensiva. É recomendado que sua ingestão seja de 2 a 4 gramas por dia, em uma dieta rica em frutas e vegetais. O aumento de sua ingestão está associado ao consumo de alimentos pobres em sódio e ricos em potássio, como feijão, banana, melão, cenoura, entre outros. 

Diminuição do consumo de sal: o sal é um fator importante no desenvolvimento e na intensidade da hipertensão, pois seu excesso leva à retenção de líquido, o que gera a doença. É necessário maneirar na quantidade de sal ao cozinhar, evitar o uso do saleiro à mesa e das comidas enlatadas e em conserva. Para os já hipertensos, há também a opção de se substituir do sal normal pelo sal diet, pois nele há a substituição em parte do cloreto de sódio pelo cloreto de potássio. Tal medida traria duplo benefício, de acordo com a medida de prevenção citada acima.

Combate ao tabagismo: o tabaco, juntamente com as outras substâncias tóxicas do cigarro, aumenta a pressão arterial imediatamente, de forma aguda. Isso ocorre por causa da nicotina, que aumenta a pressão. Além da pressão elevada, o cigarro favorece o desenvolvimento e a complicação da aterosclerose, doença crônica que tem influência na hipertensão. A exposição ao fumo também deve ser evitada.

Diminuição do consumo de álcool: o consumo excessivo de álcool eleva e causa variações nos níveis de pressão, além de causar resistência aos medicamentos anti-hipertensivos. Aos homens é recomendado que o consumo não ultrapasse 30 ml de etanol/dia, contidos em 60 ml de bebidas destiladas, 240 ml de vinho ou 720 ml de cerveja. Ás mulheres, a ingestão alcoólica não deve ultrapassar 15 ml de etanol/dia.

Fontes: http://www.minhavida.com.br/saude/temas/hipertensao#top6,
            http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/11209-10-maneiras-de-prevenir-e-controlar-a-hipertensao/4
            http://www.abc.med.br/p/hipertensao-arterial/22820/como+prevenir+a+hipertensao+arterial.htm
         

domingo, 27 de outubro de 2013

Benefícios do sol- por Amanda Moreira



           
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Longe de ser apenas uma forma de produzir melanina, tomar sol tem se apresentado como um excelente benefício para aqueles que possuem hipertensão arterial. Isso se deve ao fato de que a radiação ultravioleta estimula a produção de vitamina D no organismo.
Embora seja chamada de vitamina, a substância é, na verdade, um pró-hormônio. Ou seja, dá origem a vários hormônios importantes para o corpo. É sintetizada a partir de uma fração do colesterol, transformada sob a ação dos raios ultravioleta B do sol. Ela também está presente em alimentos – principalmente peixes de água fria –, mas sua concentração neles é pequena e seria suficiente para fornecer apenas 20% das necessidades diárias.
Como a vitamina D atua na diminuição da pressão arterial?
- inibe a síntese de renina nos rins. Essa enzima participa da produção de hormônios que aumentam a pressão arterial.
- aumenta a sensibildade a insulina. Resistência a insulina aumenta a concentração de glicose na sangue, o que aumenta a pressão sanguínea.
- Redução de calcificação arterial: Endurecimento das artérias pode contribuir para a pressão arterial elevada. A vitamina D regula a absorção de cálcio e o metabolismo. Níveis mais elevados de vitamina D ajuda a dirigir  o cálcio direto para os ossos e dentes ao invés dos tecidos moles, como artérias.
Embora muito vantajosa para a saúde, atualmente o número de pessoas com deficiência de vitamina D tem aumentado, devido a diminuição da exposição ao sol, motivada por campanhas de conscientização do câncer de pele.
A enorme deficiência se deve principalmente à pouca exposição ao sol que as pessoas têm atualmente. Para que seja sintetizada na quantidade adequada, recomenda-se a exposição de partes do corpo (braços e pernas, por exemplo) entre 20 e 30 minutos ao sol diariamente, sem filtro solar. Ou, como orienta outra corrente, expor 15% da superfície da pele (equivale a dois braços) pelo menos três vezes por semana, com filtro solar. E, nesse caso, fazer complementação com suplementos receitados a partir da necessidade individual de cada um.    
Dessa forma, embora benéfica, a vitamina D ainda tem que disputar com os riscos de câncer de pele.

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domingo, 20 de outubro de 2013

Hipertensão e atividade física - por Priscylla Silva


      
      A prevenção e o tratamento da hipertensão através de intervenções não medicamentosas vêm conquistando vários adeptos. Médicos e pacientes estão utilizando esta estratégia terapêutica com  mais frequência, desfrutando dos seus benefícios a médio e longo prazo.
      Sabe-se que a atividade física pode ajudar no tratamento da hipertensão por meio do controle do peso, sendo que comprovadamente os exercícios aeróbios - como, caminhada, corrida, ciclismo, natação, dança, ginástica aeróbia e hidroginástica - são os que trazem mais efeitos benéficos. Esses exercícios têm uma influencia tão importante como a de alguns medicamentos anti-hipertensivos. Isto ocorre provavelmente por redução do tônus simpático que leva a diminuição da pressão arterial e à adaptação da frequência cardíaca ao exercício.  
      A diminuição da pressão arterial devido ao treinamento aeróbico é causadas pela melhora da extração/utilização de oxigênio para gerar mais trabalho e leva a um aumento da braquicardia e taquicardia reflexa (que é quando a pressão sanguínea cai e o coração passa a bater mais rápido para tentar elevá-la). Análises recentes têm demonstrado que, em geral, o treinamento físico provoca uma redução que varia de 3,8 a 11 mmHg na pressão arterial sistólica e de 2,6 a 8 mmHg na pressão arterial diastólica.
      Os exercícios físicos também são responsáveis por aumentar a sensibilidade da descarga dos receptores de estiramento, denominados pressorreceptores (que ficam na parede das grandes artérias sistêmica e são sensíveis à pressão arterial). Eles atuam durante o treinamento impedindo uma vasoconstrição acentuada.
     
 Além disso,os hipertensos encontram muitos outros benefícios com a pratica de exercícios, como:                                               
- elevação do HDL (colesterol bom);
- diminuição do LDL (colesterol ruim), pois durante o exercício a circulação sanguínea é aumentada ativando o fluxo de sangue nos vasos e evitando que haja o acúmulo de gorduras sob os vasos;
- redução da insulina (na hipertensão do obeso), o que diminui a absorção de sal no organismo (e consequentemente a pressão arterial);
- redução da concentração de adrenalina no sangue devido a redução do tônus simpático e 
- diminuição da viscosidade do sangue.
    
    De acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, é recomendada a prática de três a cinco sessões de treino aeróbico por semana com intensidade de 60 a 80% da frequência cardíaca máxima. Entretanto, vale ressaltar que antes de iniciar quaisquer práticas de exercícios deve-se procurar um profissional e fazer exames físicos e  testes ergométricos para avaliação do estado funcional do coração e da pressão arterial.

      O video abaixo é breve explicativo sobre a influência dos exercícios físicos para os hipertensos e mostra bons exemplos de pessoas que conseguiram abaixar a pressão arterial com a ajuda deles: